O Comitê de Recursos Hídricos da ANETRAMS acompanha semanalmente os principais movimentos relacionados à gestão da água, segurança hídrica, regulação, inovação e infraestrutura no Brasil e no cenário internacional.
Entre os destaques de 17 a 21 de agosto de 2026, temas como seca, eventos climáticos, crescimento da demanda industrial, transformação digital e novas tecnologias de tratamento reforçam a importância de investimentos e planejamento para uma infraestrutura hídrica mais resiliente.
Seca e segurança hídrica em alerta
A intensificação da seca em diferentes regiões mantém em evidência a necessidade de investimentos em preservação, abastecimento, gestão de bacias, monitoramento e infraestrutura hídrica resiliente. Para a engenharia, a adaptação climática passa cada vez mais a integrar o planejamento e a execução dos empreendimentos.
El Niño coloca infraestrutura em alerta
Novo boletim do INPE e do INMET sobre o El Niño 2026/2027 reforça a necessidade de atenção aos possíveis impactos sobre chuvas, vazões, reservatórios e eventos extremos. O cenário tem implicações diretas para o planejamento de drenagem, barragens, abastecimento, energia e infraestrutura urbana.
Água e indústria: demanda em crescimento
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) destacou o avanço da demanda industrial por água e a importância do monitoramento, das outorgas e da gestão eficiente dos recursos hídricos.
As projeções de crescimento do consumo industrial ampliam a relevância de soluções como reúso, eficiência hídrica e redução de perdas, criando novas demandas para o setor de engenharia.
Inovação transforma a gestão da água
Tecnologias de Internet das Coisas (IoT), telemetria e medição remota avançam no setor de saneamento e ampliam a capacidade de monitoramento e gestão dos sistemas.
Uma iniciativa envolvendo Sabesp, Vivo e IDEMIA prevê conectividade em larga escala para medidores, permitindo maior controle sobre consumo, perdas e operação. O movimento evidencia como a transformação digital começa a ganhar escala na infraestrutura hídrica.
Tecnologia aplicada ao tratamento de água
A modernização da ETA Rio Grande, em São Paulo, incorpora tecnologia de ultrafiltração, com capacidade anunciada de 725 litros por segundo.
A adoção de novas tecnologias de tratamento demonstra como inovação e eficiência operacional vêm ganhando espaço na agenda de segurança hídrica e modernização da infraestrutura de abastecimento.
Conservação de água e solo
Em 21 de agosto, foram encerradas as inscrições da ANA para o reconhecimento de iniciativas do Programa Produtor de Água, voltado à conservação de água e solo e à recuperação ambiental de bacias hidrográficas.
A iniciativa reforça a importância de ações integradas de preservação ambiental e gestão dos recursos hídricos para a segurança das bacias.
Regulação: cobrança pelo uso da água
Outro tema que merece atenção é a Resolução ANA nº 301/2026, publicada neste mês, que estabelece preços unitários para o cálculo da cobrança pelo uso de recursos hídricos de domínio da União.
O acompanhamento das mudanças regulatórias é fundamental para empresas e usuários de água, especialmente diante dos impactos sobre planejamento, investimentos e gestão dos recursos.
Brasil na agenda internacional da água
Também está em andamento consulta pública destinada a subsidiar a participação brasileira na 3ª Conferência da ONU sobre Água, colocando em evidência temas como segurança hídrica, governança, saneamento e mudanças climáticas.
A participação brasileira amplia a discussão sobre os desafios da gestão da água e fortalece a inserção do país no debate internacional sobre sustentabilidade e resiliência.
Uma agenda estratégica para a engenharia
O cenário acompanhado pelo Comitê demonstra a expansão das oportunidades relacionadas à engenharia hídrica, saneamento, barragens, drenagem, estudos hidrológicos, monitoramento, reúso, redução de perdas, recuperação de bacias, inovação tecnológica e adaptação climática.
A combinação entre eventos climáticos extremos, aumento da demanda, avanços tecnológicos, mudanças regulatórias e necessidade de novos investimentos coloca os recursos hídricos entre as agendas estratégicas da engenharia brasileira.
Para as empresas associadas à ANETRAMS, acompanhar essas transformações significa antecipar tendências, identificar oportunidades e contribuir tecnicamente para a construção de uma infraestrutura hídrica mais segura, eficiente, sustentável e resiliente.
ANETRAMS | Comitê de Recursos Hídricos
Monitoramento institucional e acompanhamento das principais agendas do setor.
