Evento promovido pela ANTT, em Brasília, consolida ESG como eixo estratégico para concessões, logística, saneamento e investimentos sustentáveis.
Brasília recebeu, no último dia 5 de maio, um dos encontros mais relevantes do ano para o ambiente regulatório e para o setor produtivo da infraestrutura nacional. Realizado na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o “Fórum ESG 2026: Agências Reguladoras” reuniu representantes de dez agências federais, autoridades públicas, especialistas e lideranças institucionais para discutir como critérios ambientais, sociais e de governança estão transformando contratos, fiscalização, investimentos e políticas públicas no Brasil
A ANETRAMS – Associação Nacional das Empresas de Engenharia em Infraestrutura, Transporte e Meio Ambiente marcou presença no evento, representada por seu Gestor Institucional, Mário Palma, representando a Presidente da entidade, Drª Luciana Dutra. A participação reforça o compromisso da associação com a modernização regulatória, a competitividade empresarial e a inserção definitiva da agenda ESG nos grandes projetos de engenharia consultiva e obras estruturantes do país.
Mais do que um seminário institucional, o Fórum evidenciou uma mudança de paradigma: ESG deixou de ser pauta acessória e passou a integrar o núcleo decisório da regulação moderna, impactando diretamente concessões rodoviárias, logística multimodal, saneamento, mobilidade e atração de capital privado.
✓ Principais assuntos tratados
• Integração entre agências reguladoras federais para construção de agenda ESG comum até 2030;
• Inclusão de metas socioambientais em contratos de concessão e instrumentos regulatórios; • Inventário de emissões e governança climática aplicada à infraestrutura;
• Critérios ESG para fiscalização e avaliação de desempenho concessionário;
• Transparência, compliance e segurança jurídica como vetores de investimento;
• Boas práticas institucionais no setor público regulador;
• Participação social e inovação regulatória.
✓ Temas relevantes para o setor produtivo da Infraestrutura
Para empresas de consultoria em engenharia, projetistas, concessionárias, investidores e operadores de infraestrutura, os debates apresentados no Fórum trazem reflexos imediatos:
Proposta de novos editais e contratos mais exigentes, com indicadores ESG objetivos;
• Previsão de maior previsibilidade regulatória, favorecendo financiabilidade de projetos; • Busca da valorização de empresas com boas práticas ambientais e governança robusta;
• Proporcionar a expansão de oportunidades em mobilidade limpa, logística verde e saneamento resiliente;
• Necessidade crescente de consultorias técnicas especializadas em carbono, compliance, impacto social e sustentabilidade corporativa;
• Busca pela integração entre infraestrutura e agenda climática, ampliando demanda por soluções inovadoras.
Também ganhou destaque a retomada da consulta pública da ANTT para criação do “Selo ESG Cargas”, instrumento inédito voltado ao reconhecimento de transportadores rodoviários comprometidos com desempenho ambiental, social e de governança. A iniciativa sinaliza tendência concreta de certificação setorial e diferenciação competitiva no mercado logístico.
✓ Resultados do Evento
• Consolidação da ANTT como referência nacional em ESG regulatório;
• Fortalecimento da cooperação entre agências federais;
• Sinalização clara ao mercado de que sustentabilidade será critério permanente de regulação;
• Ambiente mais favorável para investimentos privados de longo prazo;
• Ampliação do diálogo entre governo e setor produtivo;
• Reconhecimento da importância das entidades empresariais, como a ANETRAMS, na construção dessa nova agenda.
✓ ANETRAMS alinhada ao futuro sustentável
Ao participar do Fórum ESG 2026, a ANETRAMS reafirma seu papel institucional na defesa de um ambiente regulatório moderno, técnico e orientado a resultados. Para as empresas que atuam em infraestrutura, transportes, meio ambiente e saneamento, o recado foi direto: competitividade e sustentabilidade caminharão juntas. O encontro promovido pela ANTT mostrou que o futuro da infraestrutura brasileira será cada vez mais estruturado por engenharia de excelência, governança sólida e compromisso ambiental. E o setor produtivo já está em movimento.
