Gestão de riscos, planejamento de bacias e saneamento marcam a agenda hídrica

Na semana de 3 a 6 de novembro de 2026, a agenda de recursos hídricos ganha destaque com discussões sobre segurança de barragens, gestão de riscos climáticos, planejamento de bacias hidrográficas e fortalecimento do saneamento.

O período também reúne encontros técnicos de órgãos fiscalizadores, oficinas participativas em municípios do Piauí, Maranhão e Ceará e a realização do primeiro Congresso Paraense de Saneamento. As iniciativas reforçam a importância da articulação institucional, do conhecimento técnico e do planejamento integrado para a segurança hídrica e o desenvolvimento da infraestrutura.

Segurança de barragens e gestão de riscos climáticos entram em pauta

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) realiza, em 4 de novembro, em Brasília, um encontro em celebração ao Dia da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Com o tema A PNSB e a Gestão de Riscos Relacionados a Eventos Climáticos Extremos, a programação prevê debates sobre a atuação dos órgãos fiscalizadores, a articulação com instituições de proteção e defesa civil e os desafios impostos pelas mudanças climáticas. O evento acontece na sede da ANA, com transmissão pelo canal da Agência no YouTube.

A iniciativa coloca em discussão a necessidade de aprimorar instrumentos de prevenção, monitoramento e resposta a situações que possam comprometer a segurança das estruturas e das populações localizadas em áreas de risco.

A integração entre engenharia, gestão de recursos hídricos e defesa civil é fundamental para ampliar a capacidade de prevenção e reduzir vulnerabilidades diante de eventos extremos.

Órgãos fiscalizadores realizam encontro nacional sobre segurança de barragens

Nos dias 5 e 6 de novembro, a ANA promove o 2º Encontro de 2026 dos Órgãos Fiscalizadores de Segurança de Barragens. A programação reúne representantes de instituições federais e estaduais para compartilhar experiências e discutir a implementação dos instrumentos previstos na Política Nacional de Segurança de Barragens.

Entre os temas previstos estão cadastro e classificação de barragens, metodologias para determinação de manchas de inundação, atividades de fiscalização, capacitação, mudanças climáticas e atualizações normativas.

O encontro contribui para o alinhamento de procedimentos e o fortalecimento da atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização. A troca de experiências também favorece o aprimoramento de metodologias e práticas técnicas voltadas à segurança das estruturas.

Bacia do Parnaíba avança na construção de plano integrado

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) realiza, entre 3 e 6 de novembro, a continuidade da primeira rodada de oficinas públicas para aprimorar o diagnóstico do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba (PIRH Parnaíba). A programação prevê encontros em Picos (PI), Crateús (CE), São Benedito (CE) e Santa Quitéria do Maranhão (MA), reunindo usuários de recursos hídricos, representantes do poder público, universidades, concessionárias e organizações da sociedade civil.

As oficinas integram a etapa de diagnóstico do plano, que deverá identificar problemas, conflitos relacionados aos usos da água e demandas regionais. As contribuições dos participantes serão incorporadas aos estudos técnicos para orientar a elaboração de propostas e ações de gestão.

O processo de construção participativa busca aproximar o planejamento das realidades locais e fortalecer a governança dos recursos hídricos em uma bacia que abrange áreas do Piauí, Maranhão e Ceará. A conclusão do PIRH está prevista para o segundo semestre de 2027.

Congresso Paraense de Saneamento debate inovação e soluções para a Amazônia

Belém recebe, de 3 a 6 de novembro, o 1º Congresso Paraense de Saneamento (COPAS), com o tema Diálogos, Inovação e Soluções para o Futuro do Saneamento da Amazônia. O encontro reúne profissionais, especialistas, pesquisadores, representantes de instituições públicas e privadas e estudantes para discutir desafios e oportunidades do saneamento básico no Pará e na região amazônica.

A programação contempla palestras, mesas-redondas e oficinas temáticas, com atividades voltadas ao intercâmbio de experiências e à construção de soluções para o setor. O congresso é realizado pela Associação dos Engenheiros Sanitaristas do Pará (AESPA), em correalização com o Sistema FIEPA e o SINDUSCON-PA.

A iniciativa reforça a importância da integração entre conhecimento técnico, instituições e setor produtivo para enfrentar desafios relacionados à universalização dos serviços, à eficiência operacional e à sustentabilidade dos sistemas de saneamento.

Monitoramento aponta intensificação da seca em municípios brasileiros

O monitoramento de secas e impactos no Brasil, referente a setembro de 2026 e divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), identificou agravamento das condições de seca no país em comparação com agosto. Segundo o Índice Integrado de Seca (IIS-3), o número de municípios nas categorias de seca severa e extrema passou de 157 para 276, um aumento de 75,8%.

O Nordeste concentrou a maior parte da intensificação, especialmente nos estados de Alagoas, Sergipe e norte da Bahia. Alagoas registrou uma das situações mais expressivas, com aumento no número de municípios classificados nas categorias mais críticas.

Os dados reforçam a necessidade de acompanhamento permanente das condições climáticas e hidrológicas, além de estratégias de planejamento para os sistemas de abastecimento, gestão de reservatórios e uso eficiente da água.

Uma agenda estratégica para a engenharia

A programação da semana evidencia a importância de fortalecer a segurança de barragens, aprimorar o planejamento de bacias hidrográficas e ampliar o diálogo técnico sobre os desafios do saneamento e da gestão dos recursos hídricos.

Para as empresas associadas à ANETRAMS, esses temas representam frentes relevantes de atuação em estudos, projetos, fiscalização, monitoramento, gestão de riscos, planejamento territorial e desenvolvimento de infraestrutura resiliente.

A engenharia consultiva tem papel estratégico na transformação de diagnósticos e informações técnicas em soluções capazes de reduzir vulnerabilidades, qualificar investimentos e contribuir para a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável do país.

Monitoramento institucional e acompanhamento das principais agendas do setor.