Expectativa foi apresentada durante o Fórum de Planejamento 2026, realizado na sede da autarquia.

Fórum de Planejamento 2026 do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) reuniu, nesta segunda-feira (02), diretores, superintendentes regionais e coordenadores de diversas instâncias para debater as ações que serão realizadas pela autarquia ao longo do ano. Projetos, obras, entregas, orçamentos e desafios foram apresentados, definindo os rumos da atuação do DNIT para o último ciclo da atual gestão.

O diretor-Executivo, Carlos Barros, destacou o valor do investimento que deve ser alcançado pela gestão atual. Segundo ele, o montante aplicado pelo DNIT entre janeiro de 2023 e dezembro de 2026 deve ultrapassar a marca dos R$ 60 bilhões.

O grande objetivo para este ano, então, é que seja entregue o máximo de empreendimentos que estão em execução. “São obras relevantes e muito significativas, tanto para a população, quanto para a nossa infraestrutura de transportes. Tudo fruto de uma construção coletiva, entre o Ministério dos Transportes, a sede e as superintendências”, disse.

No âmbito das licitações, em 2025 alcançamos a marca de R$ 21,5 bilhões em editais lançados por todo o país, com destaque para a adoção do critério de julgamento por técnica e preço, que respondeu por aproximadamente 22% (R$ 4,8 bi) do valor total licitado. Uma marca expressiva considerando que, sobre a égide da Lei de Licitações nº 8.666/93, o DNIT não adotava este critério.

O evento é realizado anualmente pela autarquia, tratando de assuntos como a aplicação e realocação de recursos, obras prioritárias, definições estratégicas, entre outros.

Nesse sentido, o diretor de Infraestrutura Rodoviária (DIR), Fábio Nunes, pontuou a importância de que haja um padrão rigoroso e prioritário para a gestão de Obras de Arte Especiais em todo o país, ponto que deve ser o norte da administração da DIR em 2026, por meio da reestruturação do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE).

Fazendo um balanço do ano passado, ele deu destaque a importantes entregas, como a ponte sobre o Rio Araguaia, entre Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA); a ponte sobre o rio Tocantins, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA); a implantação da BR-422/PA; entre outros. Ao todo, foram entregues 407,06 quilômetros de implantação, pavimentação, adequação ou duplicação de rodovias.

“É o momento de olharmos para trás e vermos a quantidade de coisas que entregamos, inclusive de obras que estavam paradas e foram retomadas nesta gestão. Conseguimos alcançar metas que não eram alcançadas há muito tempo”, afirmou.

Além do evento na sede da autarquia, a Diretoria de Infraestrutura Rodoviária (DIR) também realiza reuniões pontuais com todas as superintendências, para discussões específicas, dentro da realidade de cada estado. Alguns destes encontros acontecerão de forma itinerante. Este ano, a DIR visitará Minas Gerais, Santa Catarina, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso e Pará.

“Logo após os encontros realizados pela DIR, nós aproveitaremos os dados que forem levantados para também atuarmos dentro da nossa Diretoria, com base na realidade de cada estado”, disse o diretor de Planejamento e Pesquisa, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello.

Ele também fez um balanço dos projetos desenvolvidos em 2025 e do que ainda será realizado em 2026. “Hoje o DNIT é o maior executor do PAC, o que não seria possível sem o apoio das superintendências.  Que continuemos, neste ano, com a nossa grande execução”, finalizou.

O diretor de Infraestrutura Aquaviária substituto do DNIT, Edme Tavares, abordou as grandes entregas de 2025, como as IP4 de Envira e Santana e das dragagens dos rios Maderia, Paraguai, Taquari, Amazonas, Solimões e Tapajós. Segundo ele, há, hoje, 81 IP4 implementadas e outras 16 em fase de implementação, um benefício social direto a cerca de 3,6 milhões de habitantes.

“Em muitos municípios, o único meio de transporte que a população tem é o aquaviário. Isso demonstra a importância do nosso trabalho para uma boa parte da nossa sociedade”, pontuou.

Para encerrar, o diretor de Infraestrutura Ferroviária substituto, Eloi Palma Filho, disse que o foco para 2026 serão os projetos e obras que a autarquia está desenvolvendo pelo país. Já a diretora de Administração e Finanças substituta, Fernanda Faé, citou a importância de conhecer a realidade de cada estado para traçar os objetivos administrativos e financeiros para 2026. “A gente gosta e quer ouvir e tentar atender a necessidade de cada um. Temos boas expectativas para este ano”, finalizou.

Fonte: DNIT

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