O Ministério dos Transportes concedeu 6.200 quilômetros de rodovias em 2025, com a realização de 13 leilões executados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e cuja soma de investimentos chega a R$ 135 bilhões. Da carteira de 15 projetos apresentada no início do ano, apenas cinco leilões não ocorreram; no entanto, outros três não incluídos no pipeline foram a certame. Para 2026, a pasta prevê mais 14 licitações. Ainda em fevereiro, a concessão da Rota Agro Norte (BR-364/RO), assumida pelo consórcio dos grupos 4UM e Opportunity, iniciou a sequência. Em abril, o Consórcio Nova Estrada Real, formado pela brasileira Construcap e pelas espanholas Ohla e Copasa, venceu a disputa pela BR-040/495/RJ/MG. Em maio, foram duas licitações. A Rota da Celulose (BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395) ficou com a XP, segunda colocada, após inabilitação da proposta vencedora. Já a MSVia (BR-163/MS) estreou o modelo de procedimento simplificado, elaborado para contratos repactuados, mas seguirá sob gestão da Motiva, única proponente no certame. A situação se repetiu no procedimento competitivo simplificado da Agência iNFRA Venha você também trabalhar no setor de rodovias. Confira as vagas abertas da Eco101 (BR-101/ES/BA), em junho, que recebeu proposta somente da EcoRodovias, a qual já administrava a rodovia. Em julho, houve o leilão de concessão da Ponte Internacional que liga São Borja (RS) a Santo Tomé (Argentina), cujo contrato ficou com a CS Rodovias Mercosul. E, em agosto, o consórcio Rota Agro Brasil arrematou a concessão da Rota Agro (BR-060/364/GO/MT), mas foi inabilitado. O consórcio Rota da Liberdade venceu, em setembro, a licitação da PPP (Parceria Público-Privada) Via Liberdade, promovida pelo governo de Minas Gerais, mas com uma rodovia delegada pelo governo federal, a BR-356. O certame não integrava o pipeline inicial, mas foi contabilizado no balanço final do governo entre os 13 leilões realizados em 2025. O lote 4 e o lote 5 das Rodovias do Paraná foram a leilão em outubro. O primeiro será gerido pelo consórcio formado por EPR e Perfin; o segundo, pela gestora Pátria. Os certames encerraram a sequência que repassou à iniciativa privada 3,3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais.
Fonte: Agência Infra
