O Comitê de Recursos Hídricos da ANETRAMS acompanha semanalmente os principais movimentos relacionados à gestão da água, segurança hídrica, regulação, inovação e infraestrutura no Brasil e no cenário internacional.
Entre os destaques de 7 a 11 de setembro de 2026, temas como segurança hídrica, reúso de água, monitoramento climático, adaptação, modernização regulatória e participação técnica nas consultas públicas reforçam a importância do planejamento e da engenharia para uma infraestrutura hídrica mais resiliente.
Segurança hídrica permanece em alerta
O Sistema Cantareira iniciou setembro com 32,99% do volume útil e continuará operando na Faixa de Alerta. A retirada autorizada para abastecimento permanece abaixo do limite adotado em condições normais.
O cenário reforça a demanda por redução de perdas, gestão de demanda, interligações, reservação e modernização dos sistemas de abastecimento.
Reúso de água ganha novo impulso
CNRH e Conama aprovaram diretrizes e parâmetros mínimos para o reúso direto não potável em atividades urbanas, industriais e agrícolas. Como o texto integral ainda seria publicado no Diário Oficial da União, o Radar não antecipa número ou data do ato.
A medida abre oportunidades para projetos de tratamento avançado, redes independentes, adaptação de plantas industriais, irrigação, estudos ambientais e sistemas de monitoramento da qualidade da água.
Dados climáticos exigem planejamento
O novo Painel El Niño aponta redução mensal do armazenamento dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional. A previsão para setembro, outubro e novembro indica chuvas abaixo da média no centro-norte do País e temperaturas elevadas.
Para as empresas associadas, ganha importância o uso de modelagem hidrológica, telemetria, sistemas de alerta, sensoriamento e estudos voltados à resiliência climática.
El Niño deve permanecer até 2027
Os modelos climáticos indicam a permanência do fenômeno pelo menos até o início de 2027, com possibilidade de episódio muito forte.
O cenário amplia os riscos para abastecimento, irrigação, navegação, geração de energia e execução de obras, exigindo planos de contingência e soluções adaptadas aos extremos climáticos.
Regulação avança no saneamento
Entrou em vigor a norma de referência da ANA sobre contabilidade regulatória para os serviços de água e esgoto. O objetivo é padronizar registros, aumentar a transparência e melhorar a avaliação de custos, ativos e investimentos.
A medida influencia concessões, indenizações, reequilíbrios contratuais e modelagens econômico-financeiras de projetos de saneamento.
Regulação infranacional em debate
De 1º a 3 de setembro, a ANA realizou o 3º Encontro Nacional das Entidades Reguladoras Infranacionais. Entre os temas estiveram concessões, alocação de riscos, áreas rurais, normas de referência e impactos da Reforma Tributária no saneamento.
As discussões sinalizam mudanças relevantes para contratos, projetos e investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Participação técnica segue aberta
Até 9 de setembro, interessados poderão se inscrever para apresentação oral na audiência pública da ANA sobre a revisão tarifária dos serviços de água e esgoto. A audiência será realizada em 10 de setembro, das 14h30 às 16h30, com transmissão on-line.
Também permanecem abertas até 17 de setembro as consultas públicas sobre a revisão tarifária dos serviços de água e esgoto e sobre os temas prioritários da Agenda Regulatória da ANA para 2027–2028.
Trata-se de uma janela estratégica para que empresas e entidades apresentem contribuições sobre regras que poderão afetar outorgas, reservatórios, segurança de barragens, monitoramento, saneamento e prestação de serviços.
Uma agenda estratégica para a engenharia
O cenário acompanhado pelo Comitê demonstra a consolidação de uma agenda em que segurança hídrica, inovação tecnológica, adaptação climática, regulação e planejamento caminham de forma integrada.
Para as empresas associadas à ANETRAMS, acompanhar essas transformações significa antecipar tendências, identificar oportunidades e contribuir tecnicamente para uma infraestrutura hídrica cada vez mais segura, eficiente, sustentável e resiliente.
Monitoramento institucional e acompanhamento das principais agendas do setor.
