Novidade será o leilão da hidrovia do rio Paraguai, a primeira da categoria, que ajudará no escoamento de produtos na América do Sul.

O Brasil entra em 2026 com um ambicioso pacote de leilões de infraestrutura que promete modernizar terminais portuários, aeroportos e até hidrovias, com potencial de mobilizar recursos bilionários para infraestrutura e competitividade logística. 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou um plano robusto para 2026 com 40 novos leilões programados, incluindo 21 aeroportos, 18 portos e uma novidade: a primeira concessão de hidrovia do Brasil, no rio Paraguai. 

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O balanço de 2025 mostra que 21 leilões nos setores de portos e aviação renderam R$ 11 bilhões em investimentos ao país, tido como “o melhor ano do governo” na avaliação do ministro, consolidando o que Costa Filho chamou de “base sólida para a próxima fase de concessões” planejadas para este ano. 

Agenda ambiciosa para 2026

Para este ano, o ministério programou 40 novos leilões, uma expansão de quase 90% em relação a 2025, com foco tanto em infraestrutura aeroportuária quanto portuária, além da inédita modalidade de hidrovias, que pode impulsionar a logística fluvial no Centro-Oeste e no Norte do país. 

O cronograma inclui desde blocos menores de terminais em cidades como Macapá, Natal, Porto Alegre e Recife até grandes projetos como o leilão do Tecon Santos 10, programado para março, estimado em R$ 6,4 bilhões em investimentos e com potencial de aumentar em 50% a capacidade de movimentação de cargas no maior porto da América Latina. 

Também para março, está previsto o leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. 

R$ 11 bilhões e base para crescer 

O balanço apresentado em Brasília evidencia que o setor de infraestrutura atraiu R$ 11 bilhões em investimentos nos 21 leilões realizados em 2025, entre portuários e aeroportuários. 

No setor de portos, oito concessões somaram R$ 10,3 bilhões, incluindo projetos de grande impacto como o Túnel Santos-Guarujá e o canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), ambos considerados estratégicos para o escoamento de cargas brasileiras. 

No segmento de aviação, foram 13 aeroportos regionais leiloados em estados das regiões Nordeste e Amazônia Legal, com um aporte de aproximadamente R$ 731,6 milhões, abrindo espaço para melhorias de infraestrutura e maior integração das localidades. 

Por que isso importa para o agro?

A infraestrutura de portos e aeroportos é fundamental para o agronegócio brasileiro, setor que depende da rapidez e eficiência no escoamento de produtos como grãos, carnes, frutas e fertilizantes para mercados externos e internos. 

Modernizar terminais portuários é reduzir custos logísticos, diminuir gargalos de exportação e atrair mais investimentos privados ao país, além de possibilitar preços mais competitivos ao consumidor na ponta da cadeia.

Do mesmo modo, aeroportos bem equipados ajudam a integrar regiões afastadas, ampliar a movimentação de cargas de alto valor agregado e melhorar o fluxo de passageiros, com impacto direto sobre turismo e negócios.

Segundo expectativas do governo federal, a movimentação de passageiros em aeroportos brasileiros cresceu 9% em 2025, chegando a 130 milhões de viajantes.

Fonte: AgrofyNews

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