COP30 no limiar: obras 98% concluídas, capital climático em foco e infraestrutura como vetor de transformação.
A CNN Brasil promoveu, nesta quarta-feira (15), no B Hotel (Asa Norte), o CNN Talks COP30, encontro que reuniu líderes empresariais, governamentais e financeiros para discutir os rumos da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).
Representando a ANETRAMS, o gestor Mário Palma participou do evento, que se consolidou como um espaço estratégico de interlocução entre autoridades e o setor privado — reforçando que a agenda climática deixou o campo das intenções e passou a demandar estrutura, investimento e governança.
O governador do Pará, Helder Barbalho, destacou que 98% das obras previstas para a COP30 já estão concluídas, restando apenas intervenções pontuais a menos de um mês da conferência. Segundo ele, cerca de R$ 5 bilhões em investimentos foram executados no ciclo de preparação, incluindo a nova ponte de 600 metros que dará acesso logístico aos navios de cruzeiro que funcionarão como hospedagem, e a ampliação do aeroporto de Belém, com investimento superior a R$ 400 milhões.
Também marcaram presença o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além de executivos do Bradesco, B3, Copersucar e Acelen, entre outros.
Para o setor de infraestrutura, o evento lançou mensagens decisivas:
• O capital climático passa a integrar de forma permanente os critérios de investimento — ignorá-lo é abrir mão de competitividade;
• Resiliência e transição energética tornaram-se requisitos estratégicos e regulatórios;
• A governança transparente e a interlocução institucional são fatores determinantes de valorização e mitigação de riscos;
• É hora de revisar contratos e modelos de financiamento sob uma ótica climática integrada, antecipando o novo pulso decisório que será consolidado em Belém.
Atenta a esse movimento, a ANETRAMS reafirma seu compromisso com o fortalecimento de uma infraestrutura sustentável, resiliente e de alto impacto social, defendendo que o setor é protagonista na transição para uma economia de baixo carbono e na construção da próxima geração de empreendimentos sustentáveis no Brasil e na América Latina.
